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29 de setembro de 2015

Hotéis descobrem que luxo aumenta o lucro

Os investidores em hotelaria estão despejando dinheiro em suas coberturas para impulsionar seus retornos. A aposta é que suítes de luxo e coberturas com altas margens de lucro atrairão mais viajantes globais dispostos a pagar somas elevadas por acomodações suntuosas

A estratégia reflete a usada há muito tempo pelas companhias aéreas, pela qual um volume desproporcional de receita vem dos poucos assentos da primeira classe e da classe executiva oferecidos no avião.

A empresa do setor imobiliário Northwood Investors LLC investiu US$ 20 milhões nos últimos dois anos transformando 23 quartos em suítes de luxo no hotel New York Palace e reformando as 47 suítes já existentes.

As suítes executivas com dois quartos têm tido tanta procura quanto os quartos que são padrão do hotel — e elas oferecem um prêmio de 75%, gerando outros US$ 300 por noite.

A estratégia ajudou a Northwood a vender a propriedade para a sul-coreana Lotte Hotels & Resorts em agosto por US$ 805 milhões, cerca de 46% acima do que gastou para adquirir o hotel em 2011 e reformá-lo.

“As suítes especiais tiveram um grande impacto na lucratividade do nosso hotel ao explorar um novo tipo de negócio que não existia antes”, diz Jonathan Wang, diretor-gerente da Northwood responsável pela área de hospitalidade. A empresa está repetindo a fórmula na Califórnia, no hotel London West Hollywood, onde está construindo 26 suítes incluindo uma cobertura de mais de 1 mil metros quadrados que a Northwood afirma ser a maior em Los Angeles.

Suítes são geralmente definidas como espaços com uma sala separada, o que significa dois ou mais quartos separados, embora alguns hotéis definam suítes como quartos grandes com ambientes divididos por mobília. Em Manhattan, uma suíte pode ter acolhedores 51 metros quadrados; em outras regiões, elas podem ser luxuosas coberturas várias vezes este tamanho com terraços privativos.

O Blackstone Group LP está investindo US$ 70 milhões para criar 21 novas suítes no hotel Cosmopolitan de Las Vegas, que a empresa de private equity comprou em 2014 por US$ 1,7 bilhão. As suítes serão oferecidas para viajantes abastados.

Excluindo Las Vegas, especialistas no setor de hotelaria dizem que o mercado de Nova York tem registrado a maior atividade do segmento de suítes de luxo. O Park Hyatt, que abriu há cerca de um ano no centro de Manhattan, adicionou 92 suítes de luxo naquele mercado. O Baccarat de Nova York, que foi inaugurado há alguns meses, disponibilizou outras 26 suítes, enquanto o New York St. Regis renovou recentemente suas 67 suítes.

Em Londres, o Hotel Langham adicionou cinco novas suítes este ano, elevando o seu número de acomodações de alto padrão para 33, em resposta à demanda do Oriente Médio e de viajantes asiáticos que acabam indo para outros hotéis quando não encontravam vagas nas suítes existentes do Langham.

Analistas do setor não divulgam dados separados das suítes de luxo, tornando difícil monitorar seu crescimento recente. Mas Guy Langford, que comanda a área de viagens, hospitalidade e lazer da Deloitte, diz que a maioria dos hotéis orientados para a clientela rica está procurando adicionar mais suítes.

Historicamente, os hotéis costumavam ver as suítes como “mais um privilégio de fidelidade” para seus melhores clientes que esperavam “upgrades” grátis, diz Langford. Mas “hoje, elas geram uma receita expressiva para o hotel”.

O maior foco nas acomodações de mais alto padrão reflete a confiança crescente no aumento contínuo do número de viajantes endinheirados. A taxa de ocupação de hotéis de luxo nos Estados Unidos neste ano até agosto foi de 77%, a maior já registrada não só por hotéis dessa categoria, mas também a maior taxa de ocupação de qualquer tipo de segmento hoteleiro, segundo a firma de monitoramento de dados STR Inc. A média da diária subiu 5%, para US$ 314 nos hotéis de luxo, informa a STR.

“A concorrência para este negócio está muito mais acirrada que há dois anos”, diz Wang.

Investir em mármore italiano, elevadores privados e banheiros com toucadores duplos também tem riscos. Se a economia nos EUA mudar e os viajantes dessa faixa de luxo se retraírem, ocupar os quartos mais caros se tornará mais difícil.

“Descobrimos isso na recessão”, diz Scott Berman, sócio de hospitalidade da PricewaterhouseCoopers. Durante aquele período, diz ele, alguns viajantes passaram a usar empresas de aluguel de casas para temporada como uma alternativa mais barata às suítes de hotel.

Ainda assim, até um pequeno aumento nas reservas de suítes pode causar um impulso desproporcional na receita. A Suiteness, empresa de reservas on-line, informa que cerca de 4.800 suítes que ela acompanha em Las Vegas representam menos de 13% do total de quartos da cidade. Mas elas geram em torno do mesmo volume de receita que todos os outros quartos juntos.

E esses números refletem apenas o prêmio da diária, diz Robbie Bhathal, um dos fundadores da Suiteness. A diferença real de receita seria muito elevada porque os usuários de suítes tendem a consumir mais, como pagar para usar o spa do hotel.

Embora o setor de hospitalidade ofereça seus quartos-padrão através de agentes de viagem on-line, os hotéis geralmente vendem suas suítes de alto padrão da forma mais antiquada, através de agentes de viagem de luxo ou pelo telefone para ter mais controle sobre seu inventário.

Isso começa a mudar à medida que os proprietários de hotéis procuram novos canais de distribuição. Bhathal diz que seu site pode reservar suítes de luxo em 17 hotéis de Las Vegas, e que propriedades em Nova York, Miami e Los Angeles devem entrar on-line em breve. A Expedia Inc. também informa que está colocando mais suítes em seu site, especialmente negócios de última hora para hotéis que não querem que a suíte termine o dia vazia.

Os hotéis também estão formando equipes dedicadas exclusivamente a encontrar hóspedes para suas suítes. O Ritz Carlton e o St. Regis Brands estão entre aqueles que possuem funcionários que viajam para garantir reservas entre os milionários, chefes de Estado e celebridades da indústria do entretenimento.

“Uma família real pode reservar entre 40 a 50 quartos de um hotel, incluindo todas as suítes”, diz Nizar Adeeb, vice-presidente de vendas do Lotte New York Palace, que recruta clientes para suas suítes no exterior entre os viajantes internacionais de luxo.

Fonte: http://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economiaenegocios/hot%C3%A9is-descobrem-que-luxo-aumenta-o-lucro/ar-AAeRusR?li=AA5a49&ocid=mailsignoutmd

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