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24 de novembro de 2015

AGRONEGÓCIOS - Fim das "retenções" pode acirrar disputa com Argentina

Soja e milho serão os principais elementos, principalmente com o potencial aumento da produção e exportações do país vizinho

A eleição de Mauricio Macri para a presidência da Argentina deve diminuir a interferência do governo sobre o mercado agrícola do país, especialmente sobre as exportações. Com isso, pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, avaliam que a concorrência entre a soja e o milho brasileiros e argentinos deve se acirrar.

Antes mesmo do resultado, a perspectiva de mudança de governo já se refletia em pressão especialmente sobre as cotações do farelo de soja nos Estados Unidos e no Brasil. Conforme dados do Cepea, na última semana, o preço FOB Paranaguá do farelo (em dólar) para embarque em dezembro/15 esteve 11% menor que na semana de 19 a 23 de outubro, que antecedeu o primeiro turno das eleições na Argentina. O contrato fevereiro/16 teve redução de 9%. Para agravar a situação de vendedores brasileiros, o dólar se desvalorizou 4% no mesmo comparativo. Além da Argentina, a pressão foi causada também pelas quedas na Bolsa de Chicago (CME Group), tendo em vista a finalização da colheita nos Estados Unidos. Da semana de 19 a 23 de outubro até a última, o contrato Dez/15 teve perda de 7% e o Mar/16, de 6%.

A Argentina é o terceiro maior exportador e esmagador de soja, liderando as exportações de farelo e óleo. Pesquisadores do Cepea comentam que, na expectativa de maior oferta de soja, pode-se apostar em maior processamento interno e elevação da disponibilidade de derivados ao mercado internacional.

Conforme a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, animados com a possibilidade de mudança de governo, produtores argentinos já vinham preparando e cultivando áreas que antes estavam abandonadas, o que tende a elevar a estimativa de área para diferentes culturas. No caso da soja, a estimativa atual é de que alcance 19,8 milhões de hectares, dos quais 31% já foram semeados, ritmo praticamente igual ao de 2014.

Brasil – Levantamentos do Cepea indicam que o cultivo da safra brasileira foi intensificado nos últimos dias e está praticamente no mesmo percentual que há um ano. Há relatos de que haverá necessidade de replantio em algumas áreas nos principais estados produtores. No Sul do País, o motivo é o excesso de chuvas, especialmente as áreas de cultivo convencional e/ou de menor palhada. Já no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso e Goiás, o problema seriam as chuvas esparsas e em pequenas quantidades.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que, como um maior percentual da área foi cultivado nas últimas semanas, ao contrário de anos anteriores, estas lavouras tendem a ser mais influenciadas pelas chuvas especialmente do início de 2016. Caso as precipitações sejam favoráveis, a produtividade deve crescer, mas, caso fiquem abaixo do esperado, a situação pode se complicar. Por enquanto, o que se espera é safra recorde.

Ferrugem – A ocorrência de ferrugem asiática está mais intensa neste ano. Até o final de novembro de 2014, haviam sido registrados 44 focos (16 em Mato Grosso, 17 no Rio Grande do Sul e o restante nos demais estados produtores); já neste ano, até o dia 20, dados do Consórcio Antiferrugem da Embrapa apontavam 66 focos em todo o País. O estado com maior incidência foi o Rio Grande do Sul, com 29 casos, seguido do Paraná, com 17, e Mato Grosso, com cinco. Este ambiente deve elevar ainda mais a intensidade de aplicação de fungicidas, com a agravante de que os custos de produção já estavam mais elevados neste ano.

Fonte: Cepea

Fonte: http://www.portaldbo.com.br/Agro-DBO/Noticias/Fim-das-retencoes-pode-acirrar-disputa-com-Argentina/14695

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