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29 de março de 2016

AGRONEGÓCIOS - Preço de terras para pecuária subiu 40,8% desde 2013

Agricultura pressiona áreas antes dedicadas às atividades de corte e leite, o que ajudou a movimentar o mercado

Marina Salles

Nos últimos três anos o preço de terras para a pecuária subiu 40,8% no Brasil. A média nacional era de R$ 5.454 em março/abril de 2013 e saltou para R$ 7.679 em janeiro/ fevereiro de 2016. Os dados são da Informa Economics FNP e foram levantados a pedido do Portal DBO.

Segundo Márcio Perin, consultor de terras da FNP, duas realidades refletem nos preços das principais praças do país, além de questões como logística, disponibilidade de água, solo, relevo e infraestrutura. De um lado, o avanço da agricultura em áreas de pecuária, que valorizou e vem valorizando terras em algumas regiões. De outro, o fato de a pecuária ser a atividade principal em determinados locais do país, o que gera um cenário de preços mais estáveis. 

 

“Araçatuba já foi um grande polo de pecuária e hoje é uma região tipicamente de cana-de-açúcar”, afirma Márcio. Localizado no noroeste do Estado de São Paulo, o município tem padrão de preços elevados a nível de Brasil, com o hectare cotado hoje a R$ 18.250. “Na região, houve uma entrada de cana muito forte no passado, com usinas sendo inauguradas e expandindo sua capacidade produtiva”. A pressão sobre as terras de pecuária, no entanto, cessou há algum tempo e aquelas que permanecem dedicadas à atividade são áreas com pouca aptidão para a cana-de-açúcar. De acordo com o consultor isso acontece seja pelo fato de estarem muito longe das usinas ou por não apresentarem topografia favorável à mecanização. “Então, as terras valorizaram muito sim, mas hoje o preço já fica mais estável”, diz. A infraestrutura instalada é outro ponto que contribui para isso.

O processo experimentado em Araçatuba (SP) é mais recente em outras regiões do país. No Triângulo Mineiro, o valor da terra subiu 52% de 2013 para cá, ficando na casa dos R$ 14.167. “No Triângulo Mineiro existe ainda uma disputa grande por área. Você tem cana, grãos, e a pecuária vem como atividade secundária. Por isso, no preço da terra está embutido o custo de oportunidade para as outras lavouras”, explica Márcio. A consultoria não separa os preços de terra entre pecuária de corte e de leite, mas Márcio afirma que, muito provavelmente, o cenário reflita a realidade das terras para a atividade leiteira. “A pecuária leiteira geralmente se dá em propriedades menores, com muito gado sendo suplementado no cocho ou se alimentando em pasto cultivado. Então, quando você fala de pasto para leite, ele costuma acompanhar o preço de áreas de agricultura”. Em Dourados (MS), a situação se repete. Usinas de cana e o plantio de soja e milho pressionam as áreas de pecuária. Nos últimos três anos, o preço da terra em Dourados (MS) subiu 39%, estando hoje em R$ 13.750 o hectare.

Triângulo Mineiro (MG), Dourados (MS), Araçatuba (SP) e Paragominas (PA) já têm presença muito forte da agricultura. Diferente de Cuiabá (MT), Marabá (PA), Araguaína (TO) e Oeste Baiano (considerando as praças de Cotegipe, Santa Maria da Vitória e Wanderley), que são regiões tipicamente de pecuária. O Sul do Brasil se comporta de maneira um pouco diferente.

“No Pará os preços ainda são baixos, mas aumentam a uma velocidade considerável. O que acontece na região é que a logística vem melhorando. Novos portos – e, especificamente em Marabá, a construção de uma hidrovia – abrem portas para a valorização”, afirma o consultor. Em Paragominas (PA), o preço da terra teve alta de 47% nos últimos três anos, indo a R$ 4.250. Em Marabá (PA), no mesmo período, o crescimento foi de 67%, ficando o hectare cotado a R$ 4.350, apenas um pouco a mais do que na região ao norte do Estado, onde a soja chegou com força em 2013.

Em Cuiabá (MT), o preço variou 3,5% nos últimos 36 meses e, em 2016, é de R$ 4.400/ha. No Oeste Baiano (Cotegipe, Santa Maria da Vitória e Wanderley) a alteração foi de 13% e a cotação é de R$ 3.500/ha. Em Araguaína (TO), o aumento foi de 32% e o valor da terra, atualmente, é de R$ 3.850/ha.

Em Piratini (RS), apesar do aumento de 80% de 2013 até agora, o consultor considera que o preço da terra continua baixo, cotado a R$ 9.000/hectare. “A expansão dos grãos na região e a melhora do preço do boi contribuíram para isso, mas o preço ainda é baixo”. Nas zonas de várzea a tradição sempre foi cultivar arroz. Nas áreas altas, a dedicação é para a pecuária extensiva focada em pequenos lotes. “Agora, mais tardiamente, são as zonas com topografia favorável as que começam a ser ocupadas pelo cultivo de grãos. A soja começou a entrar, mas é algo recente”, diz Márcio.

Para quem quer investir na compra de terras, a dica do consultor é ficar atento à documentação e regulamentação ambiental seja nas áreas tradicionais ou nas novas fronteiras agrícolas, e ter em mente que não basta a terra ser barata. “Ela tem que ser viável para produzir e, preferencialmente, ter potencial de valorização”. De acordo com ele, no longo prazo, esse tipo de investimento costuma acompanhar a inflação, mas tem alto risco, variando segundo dois indicadores. “Um é o fator produtivo (o que se tira da propriedade) e o outro o fator especulativo (que é a expectativa que compradores e vendedores têm em relação ao mercado futuro)”.

Fonte: Portal DBO

Fonte: http://www.portaldbo.com.br/Revista-DBO/Noticias/Preco-de-terras-para-pecuaria-subiu-408-desde-2013/15876

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